
Sou Daniel Dias, pesquisador, morador do Sana e alguém que construiu sua relação com esse território caminhando, observando, estudando e convivendo com as pessoas que fazem o lugar existir. Minha trajetória está profundamente vinculada à APA do Sana, um território onde cachoeiras, floresta, cultura e espiritualidade se encontram e inspiram cuidado e respeito. Essa trajetória também é marcada pelo envolvimento com questões ambientais, culturais e territoriais, sempre buscando compreender como natureza, comunidade e turismo podem coexistir de forma equilibrada.
Trajetória, território e pertencimento
Minha relação com turismo, ambiente e cultura e com a região serrana do norte fluminense começa ainda nos anos 2000, em meio a projetos ambientais, movimentos universitários e iniciativas de conservação que se intensificaram naquele período. Atuei na produção de mudas para reflorestamento em Santa Maria Madalena e essas mudas viriam para o Sana, participei de intercâmbios entre estudantes, pesquisadores e organizações locais, e acompanhei de perto a efervescência ambiental que marcou o Sana antes e após a criação da APA, em 2001.
Ao longo desse percurso, percorri trilhas, cachoeiras e comunidades do Sana, do Parque Estadual do Desengano, de Lumiar e de São Pedro da Serra, construindo um conhecimento vivido do território, baseado tanto na experiência direta quanto no diálogo com moradores, trabalhadores do turismo e gestores ambientais.
Pesquisa, formação e atuação
Minha formação acadêmica e minhas pesquisas sempre estiveram conectadas ao território. Desenvolvi estudos sobre governança, turismo e participação social na APA Macaé de Cima e na APA do Sana, entre eles a pesquisa “Os desafios de se pensar coletivamente o turismo na APA do Sana”, que analisou os conflitos, acordos e desafios na construção de um turismo mais consciente e participativo.
Em Santa Maria Madalena, pesquisei os “Conflitos em torno do patrimônio cultural e o processo de tombamento”, aprofundando meu olhar sobre memória, identidade e disputas simbólicas no território — elementos que também atravessam o Sana e sua relação com o turismo.
Mais recentemente, realizei o curso de condutor de visitantes pelo INEA-RJ, com foco no Parque Estadual do Desengano, fortalecendo minha atuação no uso público responsável, na interpretação ambiental e em práticas como o astroturismo, que ampliam as possibilidades de vivência do território de forma sensível e de baixo impacto.
Por que criei a VisitSana
A VisitSana nasce da soma dessas experiências. Surge da necessidade de organizar informações, qualificar o turismo local e criar pontes entre visitantes, comunidade, empreendedores e gestão ambiental. Mais do que uma plataforma turística, a VisitSana é uma ferramenta de leitura do território, construída a partir de quem vive o Sana, pesquisa seus desafios e acredita no turismo como instrumento de educação ambiental, valorização cultural e desenvolvimento territorial responsável.
🎓 Formação
- 📌 Graduado em Turismo
- 📌 Especialização em Patrimônio Cultural
- 📌 Atuação em turismo de base comunitária e conservação ambiental
Sou também condutor no Parque Estadual do Desengano (Dark Sky Park), onde trabalho com observação do céu, viagens ecológicas e interpretação da paisagem.
✨ Preservar também é um ato de amor. ✨
